O NATAL E SEUS SÍMBOLOS

19/12/2015 14:28

O NATAL E SEUS SÍMBOLOS

Extrato do livro “O Natal e seus símbolos” do Irmão Nery, fsc

 

O Natal é uma palavra a que estão ligados numerosos símbolos e, sobretudo, a Jesus de Nazaré - a encarnação de Deus. No entanto, a ação paganizante da sociedade de consumo nos está levando a uma visão de compra e venda e de muitos “comes e bebes”, esvaziada de conteúdo cristão. No dia do Seu aniversário, o Senhor está sendo cada vez mais deixado de lado.

             No entanto, o Natal é mais do que uma comemoração, é uma celebração, um renascimento para uma vida nova em Cristo e por isso é preciso cristianizar o Natal.

             O símbolo é muito importante porque representa uma síntese em face da multiplicidade das coisas que nos cercam. É a unidade daquilo que é múltiplo. Os símbolos são capazes de unir pensamentos e sentimentos em torno de uma certa realidade e torná-la presente, de evocar valores íntimos do homem, de envolver as pessoas numa mensagem e de modificá-las.

            Eles são necessários à vida e, em especial, para a vida sagrada porque os símbolos e sinais são a sua linguagem.

            O objeto, a coisa em si, pode ser irrelevante, mas, como sinal, pode ganhar um valor inestimável. Uma simples pétala de flor pode ser guardada como um tesouro precioso, um objeto simples que ganhou grande valor de estimação. Como símbolo, as coisas podem ganhar um significado especial, um conteúdo próprio.

            O Natal nos traz o Proto-Símbolo - Jesus Cristo - símbolo absoluto de Deus, sua presença e revelação: “Quem me vê, vê o Pai”. Celebrar o Natal é viver na fé este símbolo-realidade, hoje, aqui e agora.

            Apesar de toda a paganização do mundo moderno, o homem conserva os símbolos de Natal porque, arquétipos que são, não desaparecem do subconsciente do homem. Assim, continuam por tradição ou por conveniência. Mas as pessoas não conhecem os seus significados e os símbolos vão se esvaziando, perdendo o seu sentido e a sua riqueza.

 

O SOL

            Quase nada ficou desse símbolo que está na base da fixação da data de 25 de dezembro para o nascimento do Cristo. Esta data marca o solstício de inverno no hemisfério norte e, antigamente, neste dia os pagãos faziam festas. A data era importante para os povos do Hemisfério Norte porque o sol se apagava de dezembro a março, como se isso prenunciasse o fim da vida.

            Os pagãos acendiam fogueiras, ornamentavam as ruas com flores e galhos de árvores e erguiam altares nas suas casas. Pediam aos deuses que o inverno fosse brando e que o sol logo voltasse na primavera. A fé cristã encontrou estas tradições arraigadas e não teve como extirpa-las.

            Parece que foi Constantino, no fim do seu reinado, (ele morreu em 337) quem decidiu que se celebrasse o Natal em 25 de dezembro em todo o Império Romano e os cristãos deram um conteúdo novo a esta data - “Cristo, sol da esperança sobre o mundo”.

O PRESÉPIO

            É a reconstituição da cena do nascimento de Cristo, envolto em faixas, inclinado em uma manjedoura, uma gruta-estábulo, com feno, o boi e o asno. Presentes também Maria, José e o burrico que transportara a família de Nazaré para Belém.

            Em 1223, Francisco de Assis resolveu celebrar de uma maneira nova a festa do nascimento de Cristo e montou o primeiro presépio numa gruta. Para ver essa cena, vieram muitas pessoas de diversas regiões, inclusive frades, em procissão, com suas tochas acesas. Assim a localidade de Greccio se tornou uma nova Belém. Passados tantos séculos, o presépio continua sendo, depois da missa, a maior celebração do Natal.

            O presépio permite visualizar, facilita a meditação, sensibiliza as pessoas para o mistério de Jesus Cristo que nasceu na pobreza e na simplicidade para fazer o homem mais humano.

O PINHEIRINHO DE NATAL

             É adornado com lâmpadas, bolas, algodão, pisca-pisca e a estrela brilhante na ponta. Desde o século XVI o pinheirinho participa das festas de Natal. A referência mais antiga feita a ele remonta ao Natal do ano de 1539, em Estrasburgo. Mais tarde, Charlotte Elizabeth da Baviera, esposa do Duque de Orleans, introduziu a árvore de Natal na França. Daí foi para a Inglaterra e a América do Norte e se espalhou pelo mundo.

            A relação entre a árvore e o Natal vem dos primeiros séculos do cristianismo com São Vilfrido, que pregava a nova fé para os pagãos da Europa Central. Entre eles havia a crença de que um espírito livre habitava cada carvalho da floresta e era com esta madeira que se mantinha acesa a chama sagrada dos druidas. São Vilfrido não conseguia arrancar esta crença do povo e resolveu demonstrar a fragilidade dos ídolos derrubando um velho carvalho existente na frente da sua igreja e a lenda diz que, neste momento, armou-se uma grande tempestade e um raio caiu sobre a árvore partindo-a em pedaços e espalhando sua madeira por toda parte. No entanto, um pinheirinho muito novo e verde que estava no local da queda ficou milagrosamente incólume. Vilfrido viu nesse feito uma mensagem divina, ou seja, a proteção à infância e à inocência e, no sermão daquela noite, resolveu que o pinheirinho seria, dali por diante, a árvore da paz e da candura. Além do mais, como se mantinha verde mesmo no inverno mais rigoroso, poderia ele ser considerado como um símbolo de imortalidade. No Natal daquele ano fez do pinheirinho a árvore do Menino Jesus.

            Mais tarde, São Bonifácio, o grande apóstolo da Alemanha, teve um problema semelhante com os pagãos e derrubou um carvalho sagrado, o carvalho de Odin, e com a madeira construiu uma pequena igreja em honra a S. Pedro. O carvalho de Odin era cultuado de modo solene nos dias que antecediam o solistício hibernal, normalmente época de tempestades e vendavais que eram interpretados como efeitos dos espíritos selvagens do deus Thor e da sua comitiva.

            As passagens bíblicas que faziam referência à árvore foram encontrando eco no coração do povo. Cristo declarou ser tronco, seus seguidores os seus ramos e as boas obras os frutos da justiça, do amor e da paz, que são simbolizados pelas bolas luminosas e resplandecentes que colocamos nas árvores. “Permanecei em mim ... como o ramo não pode dar frutos se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a Videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”. É preciso que nos aproximemos do tronco da Graça, da Árvore da Vida: Jesus Cristo.

PAPAI NOEL

            É a figura mais popular e querida das festas natalinas. Fica com um destaque tão grande que supera o do menino Jesus e estaria até ofuscando o essencial da festa de Natal. É preciso estudar e redescobrir a sua origem, a sua verdadeira dimensão, encontrar a sua mensagem e situá-la no devido lugar dentro da grande celebração natalina.

            É a representação estilizada e modernizada do grande santo que foi São Nicolau de Mira, venerado em Bari, na Itália, e que viveu na Ásia Menor. Foi um dos santos mais preferidos da Idade Média com numerosas igrejas dedicadas ao seu culto. É considerado protetor das crianças e dos marinheiros e ainda hoje, em países como a Holanda, ao se desejar boa viagem aos marinheiros se diz: “que São Nicolau manobre o seu leme”.

            Na Idade Média, nas representações teatrais e nas festas envolvendo a figura de S. Nicolau ao redor da sua data litúrgica, seis de dezembro, surgiu um severo velhinho que distribuía pelas ruas presentes às crianças bem comportadas, o que tornou estas festas tão apreciadas pela garotada e ao que conhecemos hoje como Papai Noel. Em alguns países a lenda afirmava que era o próprio santo quem distribuía os brinquedos.

            A junção do dia seis com o 25 de dezembro, mudando a data da distribuição dos brinquedos, ocorreu na época de Henrique VIII que, rompendo com a Igreja, quis criar costumes próprios e passou para o dia de Natal a entrega de brinquedos que até então ocorria no dia seis.

            A figura do Papai Noel, embora estilizada e dominada pela máquina de consumo, representa ainda uma homenagem ao generoso santo que por volta de 1700 fazia o bem e trazia sonhos e sorrisos às crianças. Além disto, essa figura contém outras riquezas a serem vividas como: a alegria do velho em conviver com as crianças, o cultivo da capacidade de sonhar e de fantasiar da criança, o desenvolvimento do senso de justiça pela premiação e ainda a valorização do velho.

OS PRESENTES DE NATAL

            Dar presentes nesta época era também um costume pagão que a tradição cristã foi assimilando e transformando. Os antigos romanos costumavam mandar presentes para os amigos no Ano Novo, que coincidia com os festejos do deus Janus, no solstício de inverno. Faziam também solenidades e festas, o que deve ter dado origem ao nosso atual “reveillon” e às comemorações que são acompanhadas de farta comida. Aqui a ceia de Natal encontra a sua origem.

            Com a passagem do dia de São Nicolau para o dia 25 e como o Papai Noel implicava em dar presentes, fixou-se a tradição dos presentes de Natal.

            Inicialmente, os presentes eram colocados na lareira mas, depois, o local foi mudado por Elizabeth I. A rainha da Inglaterra ganhava muitos presentes, sobretudo tecidos para seus vestidos e, como não podia recebê-los pessoalmente, acertou que as ofertas deveriam ser colocadas no pé de uma grande árvore existente no jardim do palácio. Este costume veio depois para a América.

            Deus também deu a toda a humanidade o maior e o melhor dos presentes: Jesus Cristo, envolto na embalagem simples e pobre do presépio.

REIS MAGOS

            São conhecidos pelos nomes e até mesmo pelos detalhes das suas roupas, mas são os mais difíceis de se pesquisar. A única referência bíblica é feita por S. Mateus: “Eis que vieram os magos do Oriente” e magos eram os estudiosos dos astros.

            Mais tarde, São Leão Magno os definiu como sendo três e os fez diferir do ponto de vista racial: um branco, um amarelo e um negro, o que mostra o desejo de que representassem as três raças humanas conhecidas.

            Os nomes de Melchior, Gaspar e Baltazar, bem como as suas idades, tipos físicos e vestimentas, são pura fantasia. Em Bolonha, há até um túmulo muito visitado e que é atribuído aos magos. No entanto, não há qualquer fundamento histórico nisto. Mesmo sendo fruto da literatura e da fantasia, há neles uma rica mensagem. Os magos representam os estudiosos, os sábios, os reis, os cientistas, os pesquisadores perguntando, consultando e buscando os sinais. São os ricos e sábios que têm acesso ao Senhor, desde que na humildade o busquem. Lá estavam ao lado dos pobres pastores, que pertenciam à classe social mais baixa da época.

            Vieram do Oriente, do lugar de onde vem o sol, fonte da vida, e Jesus veio para trazer-nos vida. Vieram de longe - peregrinação e caminhada - e Ele está conosco, trilhando o nosso caminho.

A ESTRELA

            S. Mateus colocou na boca dos magos: “Vimos a sua estrela no Oriente”.

            A estrela era um motivo muito usado pelos povos daquela época. Era uma imagem muito usada no mundo helênico para indicar que cada um tinha a “sua estrela” e para mostrar que cada um tinha o seu destino. Os grandes homens tinham as suas estrela, que aparecia no momento do nascimento. Entre os judeus também havia esta crença. Corria que no nascimento de Abraão, Isaac, Jacó e especialmente no de Moisés, apareceu uma estrela no céu.

            Entre os antigos, as estrelas eram consideradas como seres animados e de natureza espiritual; divindades para os pagãos e anjos para os judeus cristãos. Aí não há diferença entre a estrela que guia os magos a Belém e os anjos que levam os pastores ao presépio. Nos dois casos, a Divina Providência guia o homem.

            A tradição criou a expressão gráfica da estrela com quatro pontas representando os pontos cardeais, ou seja, os quatro cantos do mundo a apontar o universalismo da Nova Aliança, do Evangelho.

            Cada cristão deve ser uma estrela luminosa a guiar os homens para Cristo. Esta é a linguagem da estrelinha que colocamos em nossas casas.

REFEIÇÃO DE NATAL

            Desde tempos imemoriais os homens festejam as suas alegrias compartilhando uma refeição. A alimentação está ligada à vida, à alegria, ao prazer e à felicidade. É um ato de comunhão e de fraternidade.

            O caráter da refeição como comunicação, comunhão e encontro é tão forte que, em todas as religiões, existe a refeição sagrada. No Natal, o momento mais sagrado é o da participação na ceia de Cristo. A mesa farta evoca a terra prometida onde correm o leite e o mel. As iguarias raras desta ceia significam que nada neste mundo se compara ao que foi preparado para nós na eternidade.

            As castanhas e nozes dão a idéia da humildade porque, por traz daquele aspecto duro e feio, se escondem frutos saborosos.

            Na ceia há o encontro de pessoas, abraços, votos, sorrisos, lagrimas, perdão, carinho. É Natal, é paz, é vida, é amor. Jesus Cristo aqui e agora, no meio de nós, no nosso semelhante, na fraternidade.

A VELA DE NATAL

            Por muitos séculos a tocha, a lamparina, o lampião e a vela iluminaram a noite dos homens, cheia de trevas, de perigos e de medo e por isto as suas chamas foram valorizadas pelos homens. Naquele tempo, o homem contemplava a chama e descobria algo de sagrado naquele fogo: luz, visão, calor, segurança e vida.

            Os cristãos logo fizeram a ligação entre a luz e Jesus Cristo e, conseqüentemente, com a vela e a lamparina.

            A conexão de Cristo com a luz ocorreu com a Ressurreição. O “fogo” de Pentecostes iluminou as mentes dos principais cristãos, abrasou seus corações e impulsionou as suas vontades.  Os cristãos criaram a grande vela, o círio pascal, todo enfeitado e soberano. Na noite de Páscoa, os cristãos acendem esta grande vela com a faísca tirada de duas pedras, símbolos da rocha do sepulcro, do qual Jesus saiu redivivo e transformado.

            Acender a vela é um ato de fé, uma busca da luz da Ressurreição que fez do menino de Belém o Filho de Deus, o Messias.

            O próprio Cristo nos diz: “Vós sois a luz do mundo ... que a vossa luz brilhe diante dos homens para que vendo as vossas boas obras glorifiquem o Pai que está nos céus”.

            Os cristãos devem ter bem acesa a chama da fé que ilumina o caminho dos homens e os conduz a Jesus Cristo.

            Com a vela do batismo marcamos o nosso nascimento (Natal) e a nossa inserção no mistério da redenção (Páscoa).

            Precisamos recuperar a riquíssima linguagem simbólica e sacramental da vela, especialmente na Páscoa e no Natal.

CARTÕES DE NATAL

            O homem é um ser social e tem necessidade de comunicação e de comunhão com o seu próximo. Na comunicação, os cristãos usam muito a palavra escrita e dão à palavra uma importância especial e profunda, herdada da mentalidade hebraica. Nela, a palavra é a própria pessoa, um dos modos de ser de uma pessoa.

            Em Isaias encontramos: “tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não voltam sem ter regado a terra, sem ter fecundado e feito germinar plantas, assim acontece com a palavra que a minha boca profere; não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter executado a minha vontade e cumprido a sua missão”.

            Em S. João encontramos: “No princípio era a Palavra e a Palavra estava em Deus e a Palavra era Deus”. Neste contexto, os cristãos assumem a Sagrada Escritura com sendo a Palavra de Deus escrita. É a carta de amor de Deus para os seus filhos.

            O costume de enviar uma mensagem escrita no Natal e na Páscoa está muito ligada a três realidades: 1. Homem-comunicação; 2. Bíblia-palavra de Deus escrita e 3. Jesus Cristo-Palavra de Deus encarnada.

            Na noite de Natal, Deus nos envia, com Jesus, os seus votos de justiça, amor, paz e libertação.

            Por isso, devemos, nós mesmos, escrever as palavras dos nossos cartões de Natal, guardando a importância que elas têm.

NOITE FELIZ

            Há mais de um século se canta “Noite Feliz, Noite de Paz”. É o “Evangelho sonoro” do Natal.

            Uma falha no órgão da igreja de uma aldeia perdida nas montanhas de Oberndorf fez o padre Mohr escrever a letra e o organista Gruber criar a música e, no Natal de 1818, ela foi tocada e cantada em frente ao presépio para os habitantes de Oberndorf. Stille Nacht - Noite Silenciosa, Herlige Nacht - Noite Sagrada. O sucesso foi tal que alcançou muitas outras cidades e em 1853 o Kaiser Guilherme IV da Prússia tornou-a obrigatória na Catedral, em Berlim.

            Na Igreja de São Nicolau, em Oberndorf, existe um relevo esculpido em homenagem aos dois autores.

            A letra desta canção no Brasil é do Frei Pedro Sinzig e a melodia conserva o seu frescor, apesar do uso abusivo feito nas propagandas comerciais. É preciso, no entanto, executá-la no mesmo clima de simplicidade, de orações fervorosas e de paz com que foi tocada e cantada naquele Natal de 1818 na igrejinha de Oberndorf para que ela conserve o seu magnetismo nas nossas noites tão poluídas e ameaçadas.

GUIRLANDA

            Seu uso pode ter origem no costume que tinham os romanos de, nas calendas de janeiro, presentear as pessoas com ramos verdes para expressar votos de felicidades no Ano Novo. No entanto, os pagãos ao levar para a casa as guirlandas, levavam também a bênção da natureza, uma vez que acreditavam serem elas portadoras de espíritos e divindades.

            Sabemos que a Igreja primitiva foi tolerante para com os costumes dos pagãos. Ao invés de bani-los, procurou dar a eles um novo sentido, um novo conteúdo.

            A guirlanda, feita com galhos de pinheiro ou de cipreste e decorada com laços e enfeites vermelhos e ainda com quatro velas, é usada há séculos e se constitui num recurso prático e bonito.

            A cada domingo se acende sucessivamente uma vela, nas quatro semanas preparatórias do Natal e nele passa a reinar a grande vela do Natal.

            É espera ativa e esperança, é o preparo para a vinda do Messias, tal como fazia o povo de Israel.

            Precisamos dos sinais, gestos, símbolos e costumes para ajudar a nossa memória, para nos dar um clima próprio para o tempo do Advento. Orações, leituras, celebrações especiais e ritos específicos dariam, juntamente com a guirlanda, um grande apoio à comunidade cristã para que ela viva com maior intensidade o Advento, a espera na Esperança.

SINOS

            O uso de sinos e carrilhões vem sendo cada vez menor, mas eles já foram o relógio das aldeias e cidades e, naquele tempo, o seu som ecoava pelas montanhas, vales e aldeias. Algumas comunidades se orgulhavam dos seus sinos e dos seus carrilhões. Eles eram o relógio popular e não só isso, porque batiam com toques lentos, espaçados e chorosos nos momentos tristes, mas bimbalhavam alegres nos domingos e dias santos. Em alguns lugares eles ainda tocam a Ave-Maria.

            No entanto, o máximo esplendor era alcançado na Páscoa e no Natal, depois de se terem quase calado na Quaresma e no Advento. O povo sentia aquela ausência dos sinos e, mais ainda, a explosão de sons no “Gloria” da missa de meia noite da Páscoa e na meia noite do Natal. Era o destampar de algo guardado sob pressão. Todos os rostos se iluminavam, as vozes se libertavam, os abraços e beijos comunicavam mais amor: Feliz Natal...Feliz Páscoa. E os sinos gritavam do alto das torres: Nasceu Jesus ou o Senhor ressuscitou! Aleluia, Aleluia, Alegria, Alegria!

            Mas, que pena! Eles hoje estão mais nos cartões de Natal e nas guirlandas.

CORES

            A Igreja marcou as suas celebrações com cores, de acordo com o tempo litúrgico e com o significado das datas. O verde representa a esperança, a certeza da vida eterna e o seu uso maior é feito no “tempo comum”, ou seja, entre o Pentecostes e o Advento, a parte mais longa do ano litúrgico. É a vida cristã do dia a dia, meditando em Cristo e na sua mensagem.

            O branco simboliza a pureza, a paz, a tranqüilidade e a realeza. É utilizado nas festas de maior gáudio: Páscoa, Natal e Celebração de Maria.

            O vermelho simboliza o amor, o amor de Deus para conosco. O sangue de Cristo derramado para a nossa salvação. Significa também a realeza.

            São essas as cores mais usadas no Natal e a elas se acrescentam as cores litúrgicas como o dourado e o prateado, representando a glória, a majestade e o Poder Infinito de Deus.

 


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